terça-feira, 23 de junho de 2015

Não sei se lhe chame desgosto, se desabafo

Não tenho qualquer interesse nas alças de soutiens que não pretendo desapertar. Intriga-me a insistência feminina em exibi-las. Eu, apesar de não perceber nada de moda, digo-vos com honestidade: é feio. Na rua, coloca-vos mal. Nos meus escritórios, coloca-vos na rua.

40 comentários:


  1. Pessoas que não compreendem o conceito de roupa interior (é suposto ficar no interior da outra).

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  2. Acho pouco estético e nada sensual, pelo que vou assumir que pode ser descuido ou uma má escolha de camisa/camisola, mas posso só estar a ser ingénuo.

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    1. Caro Urso Misha,
      O macacão só tinha uma alça. O soutien tem duas... E nem vale a pena falar desses macacões...
      Um abraço,
      Outro Ente.

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  3. Horrível! Ainda para mais, havendo soutiens para todas as formas e feitios de blusas. Outra coisa que acho horrivelmente feio é um soutien preto por baixo de uma blusa branca; chamam-lhe "sexy", eu chamo-lhe outra coisa. Ou cuecas escuras em calças claras. Blhác!

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    1. Caro Anónimo,
      Essa das calças é outra. Das feias.
      Sexy é outra coisa.
      Cumprimentos,
      Outro Ente.

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  4. Considero apenas inestético. Mas, antes uma alça do soutien a passar a manga cava da blusa - por descuido - à ausência de soutien.
    Em tempos, tive uma colega que pura e simplesmente não usava - fosse verão ou fosse inverno - mesmo sendo um escritório pouco movimentado. por pessoas alheias ao serviço, não ficava bem...
    Mas, isto sou eu, cada qual faça como bem entender.

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    1. Sim, Té, ninguém deve ser obrigado a "conviver" com as mamocas au naturel da colega, às vezes a alça a espreitar é só um pequeno incidente passageiro.

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    2. Claro! Imagina a cena; camisa aberta até ao 3º botão - já dá um decote generoso - movimentar os braços para tirar uma pasta, baixar-se para qualquer coisa, ... Não era um espectáculo muito bonito entre colegas [f./m.]

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    3. A espreitadela é outra coisa. A falta de soutien é crassa. "au naturel" é muito bom.

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    4. Eu nem estava a falar na espreitadela, estava a imaginar um olhar incauto perante camisas claras (com ou sem decote), mamilos marcados em dias frios, no verão a flacidez bamboleante.

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  5. E se lhe aparecer alguém com a alça do soutien à mostra e com aquilo das quatro mamas? Aguenta-se de pedra e cal ou foge a sete pés?

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    1. Querida NM,
      Será um dois em um com direito a expulsão, sem receber os dois contos nem voltar à casa de partida. O jogo é meu, as regras também. Aguento muita coisa. Mas apenas quando vale a pena penar.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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    2. Dói-me a barriga de rir com estes comentários. Eu nunca comento roupa/usos alheios mas estas discussões despertam a cusca que há em mim.

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    3. Também eu já me ri com isto.
      Um beijo querida Be,
      Outro Ente.

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  6. Discordo um nadinha , Outro Ente.
    Falta de soutien é naturalmente apocalíptico, acredite.
    Era ver as urgências repletas de resmas, paletes de piquenas que tropeçaram nos úberes e se estatelaram ao comprido... e olhe que são mais do que muitas... vale mais uma alça no ombro, do que uma teta a voar, acredite !
    Beijao :)

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    1. Querida M D Roque,
      Faça como eu: discorde veementemente de mim.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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  7. OMG! Ao que se chegou.
    Fazer posts com isto, é pior que as pipocas todas juntas!
    E nos homens o que é que o incomoda?

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    1. Cara Anónima,
      Incomodam-me os homens que não sabem controlar as suas mulheres.
      E eu tenho uma predileção por uma Pipoca...
      Cumprimentos,
      Outro Ente.

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    2. E diga-me lá um exemplo de Homem que controla de verdade a Mulher?!

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    3. Temo que me peça o impossível. Pois se até o controlo do eu é, as mais das vezes, uma ilusão...
      Boa noite,
      Outro Ente.

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    4. Pazes feitas! Bom Dia :)

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    5. Bom fim de semana Anónima querida.

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  8. Caríssimo Outro Ente,

    Nisto dos blogs podemos, felizmente, concordar veementemente umas vezes, e discordar, naturalmente, outras.

    Quando concordo, normalmente não deixo de o dizer. Desta feita, permita-me que discorde.

    Enquanto colega, chefe, qualquer das acepções hierárquicas que se possam dar em contexto laboral, o meu critério principal de admissão, manutenção, promoção, teve sempre como base a aptidão da pessoa para a função. A forma de vestir, que me recorde, nunca foi sequer critério. Se as unhas aparecem pintadas de neutro, azul ou preto, se os sapatos têm salto da altura de uns Jimmy Choo ou, pelo contrário, de umas Josefinas, se a alça aparece ou está oculta -- nunca foi relevante para a avaliação de desempenho.

    Poderei ter a minha opinião sobre as opções estéticas -- nessas não me vou alargar, contudo.

    Do ponto de vista estritamente laboral, se encontrar a melhor pessoa para a função e se ela se vestir como a Lisbeth Salander, não haverá retaliação para isso. Assim cumpra dignamente a sua função.

    Aceite um abraço.

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    1. Venho aqui para subscrever, integralmente, as palavras do Xilre.

      Outro Ente, sabe que o leio fielmente, e que aprecio a sua bela escrita.
      Mas, desta vez, discordo do que escreve. Sabe que isso das alcinhas dos sutiãs não é apenas as alcinhas dos sutiãs. Muito longe poderíamos ir na discussão do que é a postura ideal — para elas e para eles — dentro de um escritório. Nós também não gostamos de homens que se coçam, por exemplo. E a verdade é que todos, num ou noutro momento, mais tarde ou mais cedo, se coçam. Acresce que a alcinha do sutiã pode ser um trampolim para outras ingerências mais ou menos subreptícias, como em que ponto está a nossa depilação, a cor das nossas unhas, a dose de maquilhagem que usamos, ou a altura das nossas saias.
      Um dia, os árabes inventaram a burqa, e nunca mais viram uma alcinha de sutiã.
      E nós não queremos isso para nós. Mesmo.

      Um beijo de boa noite,
      Linda Porca.

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    2. Meu caro Xilre,
      Agradam-me as dissensões. Agradam-me os corretos conceitos indeterminados, também conhecidos como válvulas de escape, de entre os quais relevo os seus "adequada" e "dignamente ". Agrada-me ainda o critério discricionário "a melhor".
      Tudo isto para dizer que concordo convictamente com a importância de ter a melhor pessoa, a mais adequada à função, a desempenhá-la dignamente.
      Ficarão à porta, necessariamente, as opções estéticas. Já as noções de propriedade, decoro, sobriedade, decência e pertinência entram em todo o lado. E, entram, desde logo, em linha de conta aquando da admissão. Valorizo o discernimento, reconheço.
      A "melhor" pessoa para a função não é a que tem melhores notas. Não basta ser competente. A melhor pessoa é a que, tendo os conhecimentos teóricos, se integra na minha equipa, veste a camisola e realiza-se. A que sente que faz parte, fazendo, de facto, parte.
      A apresentação cuidada, que não se confunde com as características físicas, é valorizada porque tem valor. É um indicador apriorístico, concedo, ainda assim não inócuo, acerca da capacidade de julgamento do candidato e da sua potencialidade para enturmar.
      Aceito que noutras áreas de negócio ou para back office, mostrar a roupa interior de forma propositada e ostensiva numa entrevista seja desvalorizado. Podem até ser entrevistados a mascar pastilha. Comigo não.
      Um abraço,
      Outro Ente.

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    3. Cara Linda,
      Eu próprio discordo de mim amiúde.
      Neste caso, a alça do soutien é a alça do soutien envergada como supra expliquei. Não vamos extrapolar ou descontextualizar. Em causa não está um qualquer gosto pessoal.
      E não, claro que não queremos isso.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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  9. Venho tarde.
    Sou muito sensível ao que as pessoas vestem para ir trabalhar. A certa altura, se não há mão naquilo, apresentam-se no escritório como se fossem limpar a casa. E pega-se. Se a coisa se torna regra e não execeção poderão todos verificar que passado certo tempo já andam os homens de tshirt e as mulheres de macacão de ganca com alças e cueca fio dental à mostra. O desleixo é coisa horrorosa. Acho que as pessoas tevem primar pelo todo e não pela parte, já que essa coisa do informático a cheirar a couves já passou de moda há mais de 10 anos. Isto sou eu a dizer que já levei com muito fedor de informáticos e a certa altura até fiz um reparo a uma certa colega que cheirava tanto a chulé que eu até perdia o apetite. Isto num Rule of Law, ou num hospital, ou num restaurante, não se admite.
    A alça já não considero assim tão, tão, isso tudo, mas acho que dá ideia de desleixo que naturalmente não abona a favor do trabalhador e da instituição que representa. Mas pode ser só descuido, ou uma camisola de uma só manga, mas para isso há os cai-cais e as alças transparentes.

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    1. Querida Uva Passa,
      In casu, e como expliquei supra, não houve descuido, mas propósito. O macacão era assimétrico e tinha apenas uma alça. Já o soutien tinha duas. Coloridas. O desleixo pode ser uma praga, mas no caso concreto havia intencionalidade. E, como costuma dizer-se, enganou-se na porta...
      Um beijo,
      Outro Ente.

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  10. Finalmente, um gajo sensato e que percebe disto. Como é sabido, quanto menos a mulher portuguesa mostrar, menos ofendida fica a Estética. Não se brinca com os deuses. Porrada e vassoura nesses trambolhos.

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    1. Caro Pedro,
      O seu comentário recordou-me Elmer Fudd. Não tanto o "be vewy vewy quiet, I'm hunting wabbits", quanto o "What have I done... I've killed da wabbit...".
      Cumprimentos,
      Outro Ente.

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  11. Eu trabalhei numa empresa em que, de fato e gravata se passou para o smart casual. Acontece que as pessoas rapidamente confundiram smart casual com "trapo de vestir em casa ou para ir à praia". Tive de dizer a duas ou três estagiárias que aparecer de havaianas e barriga à mostra para trabalhar não era aceitável, que calções pelo rabo muito menos. Os homens frequentemente apareciam de ganga coçada, ténis e t-shirt. Bolas, não gosto. Acho detestável. O local de trabalho não é o sítio ideal para mostrar mamas ou roupa interior. E á vontade é muito diferente de à vontadinha.

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    1. Sim, querida Mais Picante, é precisamente isso. Por aqui, a política é a do fato. Às 6ªs, não havendo compromissos que o justifiquem, adotamos a casual friday. O ambiente, confesso, é do meu agrado. E, creio, também do de quem está comigo.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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  12. As alças do soutien não têm mal nenhum. E não usar, desde que a roupa não seja transparente, também não tem mal nenhum. Uma mulher pode ter uma aparência muito elegante com as alças do soutien à vista, do que outra que não as tenha.
    (Registo a estranha concordância de parte das comentadoras mulheres com o facto de uma entidade empregadora achar normal despedir-se alguém por ter as alças do soutien à vista).

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    1. Querida Cuca, a Pirata,
      Talvez possa. Não sei. Também não me recordo de se ter falado em despedimentos. Muito menos de normalidade.
      E, finalmente, não consigo estranhar a existência de opiniões diversas acerca de um tema tão não-tema como este.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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    2. Certo. Mas estes não temas e as opiniões que geram são uma subtil justificação de alguns fenómenos sociais.
      Beijos

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  13. Uma mulher, ou um homem, devem acima de tudo saber estar e vestir-se adequadamente como o local e a situação em que se encontram. Aí se distinguem as personalidades, o profissionalismo, a cultura e a educação de cada um. Quem observa e quem julga nem sempre tem a mesma bitola, daí...

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    1. Cara Maria,
      Será uma questão de bom senso. Aliás, há quem diga que o bom gosto depende do bom senso.
      Um beijo,
      Outro Ente.

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