quarta-feira, 20 de maio de 2015

Levar a carta a Garcia

Esta manhã ligaram da livraria do eci, informando da chegada da encomenda. Munido do canhoto, aproveitei uma pausa para ir buscar os livros que aguardava. Enquanto papagueava o número que me identifica como contribuidor-pagador: permite que lhe fale de um livro? Permito, qual livro? Permita que o vá buscar. Acho que ia gostar deste. Ai sim? Pois, como leva aquele ali... Levo este também. Leva? Sorri-se enquanto pergunta como quem afirma. Já ouviu falar? Não ouvi. Pode ir à internet ver. Vou fiar-me na sua palavra. Ah, responde como quem é elogiado. Lembrei-me, então, do texto de Elbert Hubbard a propósito da carta a Garcia. Do louvor ao Rowan, de quem ninguém ouve falar. A todos os Rowans ninguém. Da lição moral que tece o Hubbie. (Bom trabalho Rowanzitos.) Da que teço eu. (A uns o trabalho, a outros a fama.) Da que tecemos nós. (           )
A lição moral é como a água benta: cada um toma a que quer... desculpem a confusão, isso é a presunção.
 

16 comentários:

  1. A questão que se impõe, superior a qualquer outra (até a da moral): que livro era esse o que recomendaram?
    Não me diga o livro que comprou, deixe-me pôr no lugar do empregado da caixa que lhe adivinhou (ou tentou, fingiu que tentou, disfarçando a necessidade de cumprir objectivos) o gosto.

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  2. Querida Mirone,
    O livro recomendado é "Um eremita nos Himalaias" de Paul Brunton.
    Como reconheci no post, nunca tinha ouvido falar dele, pelo que ainda não sei se gosto.
    Se adivinhar o que eu escolhi e que baseou a sugestão, merece um prémio.
    Um beijo,
    Outro Ente.

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    1. O ensinamento espiritual, e declaro que o que me prende mesmo é o "ensinamento", deixa-me de pé atrás. Há ali qualquer coisa de Paulo Coelho.
      A sua escolha: "Caderno Afegão" da Tinta da China?

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    2. Ou um outro "Caderno..." da mesma editora.

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    3. Isso do "ensinamento" não está na capa. Não sei se tem semelhanças com PC nem vou presumir que nunca o li. Li Brida. Até ao fim. Vou dar-lhe pistas: o título tem uma palavra. O tema é dos que mais gosto. O autor é um dos estrangeiros que mais aprecio. Não é da Tinta da China. Li o do meu pai há uns 20 anos e já nessa altura não era novo.

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    4. Sabe que me vai ter à perna enquanto não descobrir.

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    5. Mas eu digo-lhe assim que quiser.
      Entretanto lembre-se que eu tive de o encomendar.
      Também lhe dou mais pistas, se preferir. Diga o que quer saber. Jogamos?

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    6. Claro que jogamos. Se eu quisesse perguntar tê-lo-ia feito no primeiro comentário. Estou a colocar-me no papel do empregado que achou, pelos livros que levou, que haveria de gostar também de Um Eremita nos Himalaias.

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    7. Hermann Hess é também um dos meus favoritos.

      (a sério? acertei? ou está a despachar-me?)

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    8. Hesse é muito bom. Mas a menina foi excepcional. Não compreendo as questões e não a enganaria.
      Se algum dia jogarmos party&co, seremos equipa.

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    9. bater-me -ei como se a minha vida disso dependesse, não gosto de perder, nem a feijões.

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    10. Fica combinado. Não duvido da sua vitória.
      Um beijo de boa noite para a Mirone perspicaz.

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  3. Duas vezes o mesmo erro, é preciso ter-se convicção. Hesse*.

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    1. Mero lapso de escrita. Nenhuma calamidade.

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